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Futebol News

sábado, 5 de setembro de 2009

Polêmicas

1974

Cruzeiro e Vasco empataram em número de pontos, o que levaria a um jogo-desempate. O Cruzeiro tinha tido campanha melhor, então o jogo seria no Mineirão. Porém, um dirigente do time mineiro invadira o campo de jogo durante uma partida e, como mandava o regulamento, o mando de campo foi invertido e o jogo foi realizado no Maracanã. Em uma arbitragem polêmica, o juiz Armando Marques anula dois gols, um do Vasco e outro do Cruzeiro.

Campeonato Brasileiro de 1977

O São Paulo é campeão, porém o Atlético Mineiro termina o campeonato invicto e com 10 pontos a mais que o campeão, numa época em que a vitória valia dois pontos. Reinaldo, o artilheiro do campeonato com 28 gols, teve todo o campeonato para cumprir a suspensão mas a CBF o puniu no jogo final. Na mesma partida, Chicão, jogador do São Paulo, pisou em Ângelo, após ter recebido uma entrada desleal de Neca.

Campeonato Brasileiro de 1979

Devido ao confuso e inchado calendário daquele ano, clubes tradicionais de São Paulo como Corinthians, Portuguesa, Santos e São Paulo requerem à CBF que entrem apenas nas fases finais do torneio. Com a recusa da entidade, abdicam da disputa do torneio, participando apenas do Campeonato Paulista. Este ano também contou com um número recorde de 96 participantes, e por conseqüência, com um regulamento extremamente confuso. O Internacional se consagrou nessa edição como o único campeão invicto da história do certame.

Campeonato Brasileiro de 1981

Botafogo e São Paulo se enfrentam na segunda semifinal do campeonato brasileiro, no Morumbi. O Botafogo já havia vencido o primeiro jogo no Maracanã por 1 x 0, e no Morumbi chega a abrir 2 x 0 ainda no primeiro tempo. O São Paulo diminui, com um gol de pênalti convertido por Serginho. No intervalo, seguranças do São Paulo cercam em tom de ameaça o árbitro Bráulio Zannoto, que estaria favorecendo o time carioca. No segundo tempo, o São Paulo conseguiu virar a partida para 3 x 2. Anos após o jogo, ele declarou ter sido agredido no vestiário por homens armados, e admite que errou em não paralisar o jogo ou ao menos relatar o ocorrido na súmula.

Campeonato Brasileiro de 1983

Os oito primeiros colocados do campeonato paulista disputavam a primeira divisão, a Taça Ouro. O Santos termina em nono o estadual, mas a CBF convida o clube da baixada para a disputa. O Santos terminaria vice-campeão, sendo derrotado pelo Flamengo por 3 x 0 na finalíssima, no Maracanã. O Vasco também não atinge o índice, mas permanece na série A.

Campeonato Brasileiro de 1986

Vasco e Botafogo novamente não atingem o índice da Taça de Ouro, mas continuam na primeira divisão.

Copa União

Em 1987, a CBF decidiu diminuir o número de clubes participantes de 80, como foi em 1986, para 28. Com isso, o Botafogo e Coritiba cairiam para a segunda divisão. Os dois clubes entraram na Justiça contra o campeonato, e o Clube dos 13, organização que reúne os 13 mais importantes clubes do Brasil, resolveu organizar o campeonato. Seus 13 membros, mais o Coritiba, o Goiás e o Santa Cruz participam da chamada "Copa União". Os outros clubes, incluindo o Guarani, vice do ano anterior e o América/RJ, terceiro colocado, participam do chamado "Módulo Amarelo", organizado pela CBF. Esta insistia em que o campeonato seria decidido num quadrangular entre os campeões e vices da Copa União (chamado pela confederação como Módulo Verde) e do Módulo Amarelo, proposta inicalmente rejeitada pelo Clube dos Treze mas posteriormente assinada sob ameaça de intervenção da FIFA. O Flamengo foi o vencedor da Copa União. Já o Sport Club do Recife venceu o Módulo Amarelo e o quadrangular final da CBF (que só teve a participação de Sport e Guarani) e foi declarado pela CBF o Campeão Brasileiro de 1987. Sport e Guarani (oficialmente o campeão e vice do Brasileiro de 87), foram os representantes do país na Taça Libertadores de 1988.

Campeonato Brasileiro de 1991

Os quatro primeiros colocados; Bragantino, São Paulo, Atlético Mineiro e Corinthians disputariam as semi-finais. Mas às vésperas de começarem as partidas, a CBF resolveu que o Fluminense ganharia os pontos de vitória da partida contra o Botafogo que foi interrompida em 0x0 após invasão da torcida do Botafogo. Com isso o time carioca passa a frente do Corinthians e disputa a semi-final contra o Bragantino, sendo eliminado pelo clube do interior paulista.

[editar] Campeonato Brasileiro de 1993

A CBF é pressionada pelo Clube dos 13 e "reorganiza" o Campeonato e promove de uma vez 12 clubes aumentando o número de times de 20 em 1992 para 32 em 1993. A razão foi que o Grêmio havia terminado a série B de 1992 em 9º, permanecendo mais um ano na segunda divisão. Nesse mesmo ano o Clube dos 13 faz com que a CBF proteja do rebaixamento 16 times, ou seja, mesmo que fossem os últimos colocados não poderiam cair. Os times foram divididos em 4 grupos. Dois grupos principais e 2 coadjuvantes. Antes do campeonato começar foi decidido que nenhum clube do grupo principal iria ser rebaixado. Mas outros 5 clubes que não eram protegidos são obrigados à caírem mesmo sem oucuparem as 8 últimas posições.

Campeonato Brasileiro de 1995

A final Santos x Botafogo, no Pacaembu, começou com gol carioca, de Túlio Maravilha - impedido, conforme pôde ser constatado pelo videotape do lance. O alvinegro paulista empatou o jogo no início do segundo tempo, em um lance também irregular. Minutos depois, o Santos desempatou com gol que virtualmente lhe daria o título, mas o árbitro Márcio Rezende de Freitas, indevidamente, anulou o tento. O Botafogo se sagraria campeão. No entanto, a polêmica provocada por este último jogo acabou por ofuscar erros graves de arbitragem no primeiro jogo, que também poderiam ser decisivos. Na ocasião, o árbitro sergipano Sidrack Marinho paralisou um lance em que poderia ter usado a lei da vantagem para o Botafogo, e seria marcado pelo próprio Túlio.

Campeonato Brasileiro de 1996

Após o fim do Brasileiro deste ano, Bragantino e Fluminense seriam rebaixados, mas em 1997 surge um suposto esquema de favorecimento de alguns clubes pelos árbitros. Mas, antes mesmo de alguma conclusão sobre isso, a CBF "rasga" o regulamento, e mantém o Tricolor Carioca na 1ª divisão, e o mesmo cairia em definitivo no ano seguinte.

Campeonato Brasileiro de 1999

Adicionando mais problemas ao já confuso sistema de rebaixamento, que realizava uma média com a pontuação do ano anterior, o Botafogo ganha pontos no STJD e passa a frente do Gama devido a escândalos com o jogador Sandro Hiroshi, do São Paulo, que havia falsificado a idade. Em vez de retirar 5 pontos por jogo em que escalou o jogador de forma irregular, a CBF optou por dar aos adversários do São Paulo apenas os pontos da partida. A atitude política rebaixou o clube do Distrito Federal no lugar do Botafogo e manteve o clube paulista classificado para a segunda fase, prejudicando o Atlético-PR, que foi a primeira equipe dentre as que não se classificaram para a segunda fase. Se o regulamento fosse mantido, o São Paulo deveria ter perdido mais 6 pontos, além dos 4 pontos que perdeu, enquanto Internacional e Botafogo não deveriam ter se beneficiado do caso.

Copa João Havelange (Campeonato Brasileiro de 2000)

O Gama, rebaixado devido ao favorecimento do Botafogo e do São Paulo no ano anterior, processou a CBF para não cair, impedindo a confederação de organizar o campeonato, já que a FIFA veta qualquer influência da justiça comum no esporte. O Campeonato Brasileiro, que se chamou "Copa João Havelange", acabou organizado pelo Clube dos 13 com apenas uma divisão, mas com os clubes divididos em vários módulos, sendo o maior Campeonato Brasileiro da história.

Sem as tradicionais Divisões, o Campeonato tratava-se de um campeonato dividido em módulos, desta maneira, o Clube dos 13 redistribuiu os clubes que se encontravam nas séries B e C de 1999 para o "módulo azul", onde encontravam-se os clubes da tradicional primeira divisão. Nesta regra, Fluminense e Bahia, campeão e vice da série C de 1999, foram realocados no módulo azul, assim como os participantes da série B Juventude, América Mineiro e o Gama, que desistira do processo judicial, abrindo caminho para que a CBF reassumisse o controle do campeonato o o oficializando como Campeonato Brasileiro de 2000. O ponto de discórdia é que Paraná Clube e Botafogo de Ribeirão Preto, rebaixados em 1999 permaneceram no "módulo verde", onde encontravam-se os times da antiga série B.

Outra polêmica foi na final Vasco x São Caetano, paralisada pelo Governador do Rio, Anthony Garotinho, após a queda de um alambrado do Estádio São Januário. Conforme previa o regulamento, em caso de paralização da partida em que nenhuma das equipes tiver dado causa e na qual não tenham sido decorridos dois terços do tempo regulamentar, deveria ser realizada nova partida, o que aconteceu dias mais tarde. De posse de todos os laudos dos órgãos oficiais e com a plena concordância do São Caetano, as equipes se enfrentaram no Maracanã e o resultado terminou Vasco 3 x 1 São Caetano, sendo que a equipe carioca ainda teve 2 gols anulados.

Campeonato Brasileiro de 2001

"Surpreendemente", a CBF decidiu organizar o Campeonato Brasileiro de 2001 de acordo com os módulos da Copa João Havelange, isto é, mantiveram-se as promoções sem justificativa do módulo azul, resultando na viagem direta de Bahia e Fluminense da série C para a série A. No entanto, três clubes ameçaram entrar na justica comum contra a CBF: Paraná Clube, São Caetano - campeão e vice do módulo amarelo - e Botafogo de Ribeirão Preto - único clube rebaixado em 2000. Desta maneira, para evitar mais complicações, a Confederação Brasileira decidiu por promover os três também para a série A.

Promovidos da Série C de 1999 para a Série A de 2001
- Esporte Clube Bahia/BA
- Fluminense Football Club/RJ

Promovidos da série B de 1999 para a Série A de 2001
- América Futebol Clube/MG
- Associação Desportiva São Caetano/SP *

Não rebaixados da série A de 1999
- Juventude Esporte Clube/RS
- Paraná Clube/PA*
- Sociedade Esportiva do Gama/RS
- Botafogo Futebol Clube/SP*

Com "*" são os que somente após pressão na organização do Campeonato de 2001, os demais já estavam o módulo azul em 2000.

Campeonato Brasileiro de 2004

A morte do zagueiro Serginho, do São Caetano, causou (em decisão controversa) a perda de 24 pontos do time do ABC paulista por "negligência", jogando o clune no "bolo" dos que escapavam do rebaixamento, engrossado pelos clubes cariocas. Mesmo com pontuação menor, o São Caetano ainda ficara a frente do Botafogo e permanecera na série A.

Na Série B daquele ano, Grêmio, Portuguesa, Santa Cruz e Náutico disputavam o quadrangular final, aonde dois clubes seriam promovidos a série A de 2005. A Federação Pernanbucana fabricou diversos esquemas nos estádios e com os árbritos nos jogos realizados em Recife para conseguir fazer com que seus dois clubes conquistassem a promoção: A Portuguesa teve jogadores expulsos e diversos cartões aplicados injustamente nas duas partidas em Recife, o Grêmio teve jogadores trancados no vestiário durante o intervalo e as expulsões protagonizadas no último jogo são lembradas como a "Batalha dos Aflitos", aonde com três jogadores a menos o clube Gaúcho venceu o Náutico e subiu a série A, juntamente com o Santa Cruz que empatara com a Portuguesa.

Campeonato Brasileiro de 2005

Máfia do Apito: o árbitro Edílson Pereira de Carvalho se aliou à investidores para garantir resultados para ganhar apostas virtuais e fora descoberto. A CBF pretendia divulgar a história para todos os clubes e tentar reunir-se para encontrar uma solução, no entanto, a Revista Veja colocou em sua capa o episódio antes de qualquer pronunciamento oficial, o que resultou em grande confusão por parte dos clubes.

Pressionados, a CBF e o STJD, Superior Tribunal de Justiça Desportiva, tiveram como decisão anular as 11 partidas apitadas por Edílson Pereira de Carvalho no Campeonato daquele ano, pois não era possível determinar até aonde fora a influência da arbritagem e com suspeita de que Edilson realizaria jogo duplo com grupos de apostadores, não se sabia para quem Edilson poderia ter favorecido. Assim, os clubes que disputaram as partidas anuladas foram convocados a realizá-las novamente respeitando o mando de campo anterior:

Partidas Remarcadas em 2005:

19 de Outubro: Vasco 1 - 0 Botafogo (0 - 1 na partida anulada)
19 de Outubro: Ponte Preta 2 - 0 São Paulo (1 - 0)
19 de Outubro: Paysandu 4 - 1 Cruzeiro (1 - 2)
19 de Outubro: Juventude 2 - 2 Figueirense (1 - 4)
12 de Outubro: Santos 2 - 3 Corinthians (4 - 2)
12 de Outubro: Vasco 3 - 3 Figueirense (2 - 1)
12 de Outubro: Cruzeiro 2 - 2 Botafogo (4 - 1)
12 de Outubro: Juventude 3 - 4 Fluminense (2 - 0)
28 de Outubro: Internacional 3 - 2 Coritiba (3 - 2)
24 de Outubro: São Paulo 1 - 1 Corinthians (3 - 2)
24 de Outubro: Fluminense 1 - 1 Brasiliense (3 - 0)

A imprensa ligou o resultado das anulações com o Campeão daquele ano, o Corinthians, pois a diferença de pontos entre os resultados fraudados por Edilson Pereira, de 4 pontos, foi a diferença para o Internacional, (que seria o legítimo campeão, caso os jogos não houvessem sido remarcados) assim como devido as supostas atividades ilegais do grupo MSI, do empresário iraniano Kia Joorabchian, que patrocionou o clube paulista naquele ano. No entanto, a suposta ligação jamais foi comprovada.

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